Materia Prima
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Saiba mais a respeito das principais matérias-prima utilizadas pela Penha Artesanatos na elaboração de seus produtos.

Bambu

O bambu surgiu na Terra durante o período Cretáceo, ou seja, entre 65 milhões e 136 milhões de anos atrás.

No Brasil existem atualmente cerca de 250 espécies nativas. Algumas espécies como o bambu-gigante, por exemplo, foi introduzida por colonizadores portugueses e mais tarde pelos chineses e japoneses. Os colmos chegam a medir 30 metros de altura e o diâmetro pode medir entre dez a vinte centímetros e a espessura pode chegar a três centrímetros.

Os colmos do bambu são resistentes aos esforços de compressão, o que permite seu uso em grande variedade de aplicações: pilares, vigas, painéis de vedação, esqueletos de estruturas, coberturas, móveis, artesanatos. Apesar de sua versatilidade a utilização do bambu em aplicações além do artesanato ainda é pouco explorada no Brasil.

O plantio do bambu deve ser feito no início da época das chuvas e a extração da vara deve ser realizada na estação seca do ano, pois os colmos estão com o menor teor de água, tornando-se mais leves, o que facilita o transporte. Na época das secas o bambu está menos vunerável ao ataque de insetos por conta de sua menor quantidade de seiva.

Segundo os artesãos o bambu deve ser colhido bem maduro e na lua minguante para não dar caruncho (inseto que reduz o bambu a pó).

Após a colheita do bambu o mesmo deve passar por um tratamento natural ou químico. Após esse processo uma construção, por exemplo, pode durar até 15 anos.

Cipó (cipó-titica ou junco)

O que muitos não sabem é que a espécie mais utilizada para a realização do trabalho artesanal é o cipó-titica, que na verdade não é um cipó, mas sim uma raiz!O cipó-titica também é conhecido como Junco.

Os cipós são trepadeiras lenhosas que utilizam seus caules flexíveis e raízes grampiformes para escalar superfíceis verticais e assim encontrarem luz no alto da copa das florestas. Já os cipós-titica, são caules lenhosos de pequena extensão (no máximo entre 2 até 3 metros). Mas então por que essa planta é chamada de cipó? Provavelmente por conta de que seus caules com muitas raízes lembre o aspecto de um cipó.

Existem 8 espécies de Heteropsis no Brasil, sendo que 5 são encontradas no Acre, inclusive cipó-titica. O cipó-titica é uma planta com hábito hemi-epifitico, ou seja, ela vive no topo de outras árvores e está ligada ao solo por raízes alimentadoras. Essas raízes ao encontrar o solo ficam endurecidas. As mesmas são extraídas para fins de artesanato e a planta acaba por gerar outras extensões de raízes, o que permite várias extrações em um único só lugar.

O processo de beneficiamento (tratamento pós-colheita) do cipó acontece nas mãos dos extratores . Eles devem retirar as pontas dos feixes e tirar as cascas. Os artesãos devem posteriormente uniformizar o diâmetro do cipó e por fim o mesmo estará pronto para a confecção de diversos artigos e até mesmo móveis.

Palha

Existem vários tipos de palha e os tipos mais utilizados para o artesanato são: palha de coqueiro, de milho e de bananeira.

A palha de milho é extraída principalmente no Nordeste brasileiro pois o milharal costuma crescer em regiões quentes. A palha extraída no milharal é utilizada geralmente em sua cor natural. Existe o cuidado na seleção da palha, pois grande parte dela não pode ser utilizada por conta de sua falta de resistência. A palha depois de colhida é umidecida em água e se for utilizada na coloração roxa a mesma deve ser misturada em um caldeirão com cascas de cajueiro.

O coqueiro é uma árvore que pode ter o porte anão, gigante ou híbrido. Sua origem é questionável pois foram encontrados exemplares tanto do Sudeste Asiático, quanto no Nordeste da América do Sul, Nova Zelândia e Índia. Sabe-se que o coqueiro é uma planta típica de regiões tropicais.

O artesanato com a fibra do coqueiro é um processo totalmente manual que envolve muitas etapas. O processo inicia-se com a retirada do cangaço do pé do coqueiro, depois ele é limpo para a retirada das fibras. Então é iniciado o artesanato propriamente dito com o trançado da peça e no final seu acabamento.

A palha do coqueiro quando tratada para se ver livre dos fungos pode ser considerada um material durável.

Assim como a extração da palha de coqueiro, milho, cipó e vime, a extração da palha de bananeira é uma das atividades que gera muitos empregos entre famílias que vivem do artesanato.

A extração da palha de bananeira é feita através das bainhas foliares que são extraídas do pseudocaule da bananeira que equivale ao seu tronco. O corte do pseudocaule é uma prática adotada no sistema de cultivo da banana. Após a colheita do cacho costuma-se retirar a bananeira mãe, cortando-se o pseudocaule de modo a dar espaço para o crescimento dos filhotes. Do pseudocaule da bananeira é possível extrair vários tipos de palhas, cada uma com uma característica diferente: as palhas mais finas (utilizadas para dar acabamento, costurar, adornar, etc.) são chamadas de filé e contra-filé; as mais grossas (utilizadas para trabalhos mais rústicos) são chamadas de palha inteira; das três camadas que é constituída a palha inteira retira-se a palha interna (menos resistentes), a redinha (toda vazada) e a palha raspada (extremamente resistente).

Depois é preciso pendurá-las ou esticá-las para secar ao sol, não podendo pegar chuva nem orvalho, ou seja, é preciso ter dois lugares definidos para a secagem; um local a céu aberto e outro local protegido da umidade.

São produzidos diversos produtos com a palha, dentre eles o Porta-Garrafas que pode ser utilizado com uma idéia orginal para embrulhar um vinho para presente, por exemplo.

Vime

Curiosamente o vime já era utilizado por nossos antepassados na confeção de escudos de guerra que eram utilizados pela civilização Persa. Também foi utilizado pela civilização egípicia e avançou gerações com utilizações também na Idade do Ferro com grande influência na arte céltica.

Foi utilizado na confecção de sarcófagos que datam aproximadamente 5 mil anos. Até mesmo encontramos o vime em citações bíblicas, onde segundo a Bíblia, Moisés foi resgatado nas águas do Rio Nilo em uma cesta de vime.

O vime atualmente também está presente na confecção de cestas de balões por conta da sua resistência e leveza.

O vime é extraído de espécies do gênero Salix, da família Salicaceae. São conhecidas cerca de 300 espécies desse gênero, entre árvores e arbustos que são encontradas na Europa, América do Norte, Ásia e África.

A Salix humboldtiana é a única espécie nativa da América do Sul. Este gênero desenvolve-se bem em solos úmidos e climas frios e temperados, mas algumas espécies conseguem fácil adaptação em solos secos.

No Brasil as espécies de Salix foram introduzidas a mais de meio século em São Paulo e a mais de um século em Santa Catarina através dos imigrantes italianos.

As formas arbustivas são utilizadas na produção do artesanato.

Hoje com a produção do vime sintético, a sua extração diminuiu consideravelmente na Europa, porém no Brasil sua produção ainda é abundante. Ela concentra-se principalmente nas regiões da Serra Catarinense, nos municípios de Rio Rufino, Bom Retiro, Bocaína do Sul, Urubici, Urupema, Painel e Lages, de onde se expandiu para outras regiões do estado. Nesses lugares são produzidos anualmente cerca de 60 mil toneladas de vara secas.

O cultivo do vime é incentivado pois além da geração de empregos o mesmo também não utiliza em sua plantação pesticidas, preserva o solo, recicla nutrientes, melhora a qualidade da água, protege as margens de rios e está adaptado as condições locais.

O vime sintético é uma material em fibra de polietileno, caracterizado pela sua flexibilidade e elevada força de tensão. É resistente a variações de temperatura, aos raios UV e à água. O vime sintético é mais caro que o natural, porém mais higiênico, utilizado principalmente na confecção de móveis para bebês e cestas para pães.

O Rattan assemelha-se ao Bambu. É uma planta de origem asiática. que se desenvolve em regiões como Vietnã. Quando adulto o Rattan é utilizado para confecção de estruturas. Assim como a maioria dos produtos citados, o Rattan também envolve em seu processo de colheita, transporte e classificação, um grande trabalho manual. Na fábrica, as fibras do Rattan, passam por um banho de produtos químicos afim de evitar a contaminação por insetos. Com o auxílio de máquinas, acontece a limpeza, desfibramento e polimento. As fibras são muito bem selecionadas, pois fibras de má qualidade poderão comprometer o produto final. Após essa seleção, são colocadas em carrocéis que irão abastecer os teares. Geralmente o produto é utilizado em sua coloração normal, mas também é possível tingí-lo. O Rattan também apresenta sua versão de fibras sintéticas.

No Brasil o Rattan é o trabalho feito com a fibra do próprio vime que é trançado junto a algumas fibras do junco.


Toda essa matéria-prima pode ser utilizada para a produção de muitos produtos, o que vale é a criatividade do artesão. A Penha Artesanatos produz uma porção de variedade desses produtos. Visite nossa seção de Cestas e conheça alguns desses produtos da qual em sua maioria são produzidos por famílias artesãs de Santa Catarina e Minas Gerais.

Bambu por Eloisa Goes

Bambu - Pela artista Eliana Goes

Bambu Gigante

Bambu Gigante

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Cipó-titica - Por R.Wallace

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Flor feita através da Palha do Milho

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Porta-garrafa em palha vendido pela Penha Artesanatos

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Detalhe de visão macro do trançado de palha

vime

Detalhe de visão macro do trançado de vime

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Detalhe de visão macro do trançado de rattan.

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Móvel com detalhes em rattan.

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Moisés - Nome dado em homenagem a cesta de vime que salvou Moisés de afogar-se no Rio Nilo (passagem bíblica).

Decoração com Vime

Detalhe de decoração com abajures de vime.

bombonsvime

O vime proporciona riqueza nos detalhes. É elegante presentear com um coração de cipó recheado de bambons. Os bombons são da Schimmelpfeng.